quarta-feira, 4 de março de 2020

O DENDE NÃO ESQUENTA ORISA, ELE APAZIGUÁ




É um elemento da natureza ( APAZIGUADOR ) e não destruidora como muitos pensam .
Dendê = Èpò ou Èpò pùpá (Azeite ou Azeite vermelho).
O èpò pùpá é um alimento retirado dos caroços ou fruto do Ìgí òpé (Dendezeiro), retirado da camada exterior do caroço, porque no seu interior existe um óleo amarronzado chamado Àdín ou Sosó (Pronuncia-se Xoxó).
É um azeite africanos e brasileiros, utilizado pela cozinha ritualística dos Òrìsà. Todos Òrìsà utilizam o Èpò Pùpá, exceto Òrìsà nlá, Obátala.
Existe uma passagem de um Òrín que a maioria conhece:
Èpò o !
Èpò ni èrò òlòjá
Èpò o !
Èpò ni èrò òlòjá
O dendê acalma o senhor do mercado
O dendê acalma o senhor do mercado
Ou seja, o dendê tem o poder de acalmar e não de esquentar nada rsrs.
E caso não saibam você fortalece o seu inimigo acalmando a vida dele ou dela e ainda dando prosperidade ao mesmo por Isto alguns usam o dendê para o mal e seu feitiço acaba não Dando certo e ainda acaba dando vida longa ao inimigo ou a Quem você não gosta .
autor desconhecido

O SIGNIFICADO DO MOKAN!





O uso do MOKAN dentro do Candomblé:

Muitas pessoas me questionam se a finalidade do Mokan é sair puxando e conduzindo o Iyawo e qual a sua finalidade.
E já vi muitas cenas grotescas em que irmãos do próprio ilê asé, cargos entre outros fazerem uso errado do Mokan.
Então, permitam-me esclarecer estas dúvidas aos quais me chegam a todo o momento:

Mokan é um cordão feito de palha da costa trançado, cujo fechos são como duas vassourinhas de palha, onde se tem enfeites com contas do respectivo Orisá do neófito e por muitas vezes constituem também búzios.
É um colar que é dado no dia da iniciação do neófito que ele carregará ao seu pescoço junto com os deloguns (fios) e o seu cumprimento vai até o umbigo deste, seguindo os fios de conta.
Seu uso se dará até a sua obrigação de sete anos que após este tempo irá permanecer em seu ibá (assentamento consagrado ao seu Orisá).
Na hierarquia de um Ilê Asé, todos somos reconhecidos pelos nossos fios de conta e tempo, tempo de iniciação e cargos; não obstante os iyawos são reconhecidos pelo uso do seu Mokan, onde este carrega o poder da Ancestralidade e da Hierarquia.
Enquanto fizer uso deste, estará submetido ao aprendizado, a hierarquia e apresentado aos costumes e deveres de um neófito até o complemento dos seus sete anos.
Sendo assim, é um erro enorme puxar o Iyawo pelo seu Mokan. Este exige respeito tal qual os fios de contas que estes carregam e principalmente ao Orisá que este tem.
Deve-se sempre conduzir o neófito com cuidado pela sua roupa com a máxima delicadeza , pois este é um bebê e não um cachorro que utilizamos a corrente para guiá-los.
Espero que tenha esclarecido aos questionamentos.

Omi tutu "Água que Acalma".




Jogar Água na Rua ou na frente de nossa Casa ou Ilé Àşę se chama, Omi tutu, ou seja, Água que acalma.
Esse ritual é muito antigo, e praticado tanto em Nigéria quando Angola e Benin.
No ato que representa o Culto Nigeriano.
Muitos são os Motivos para se fazer o Omi tutu.
_ Esfriar o Caminho de quem chega.
_ Esfriar o Caminho de quem vai.
_ Apagar o Rastro de um Ebó Negativo
_ Abrir Caminhos para uma Bova Energia mais Sensível.
_ Mostrar aos Convidados que são Bem vindos.
_ Mostrar para os Convidados que Èşú aprova sua visita.
_ Sacrificar Obi ou Orogbo para obter Boa Sorte.
E muito mais.
Todo ato de Jogar Água no Chão remete a três Divindades. Èşú, Onilé e Egungun.
Fazemos para Acalmar a Divindade para não Desagradá-la para um Novo alAto que se seguirá após o Omi tutu.
Em suma, em todos esses momentos, o objetivo é Apaziguar. Há uma frase em Yorubá que diz:
“Somente a Água Fresca Apazigua o Calor da Terra”.
Ao Acordamos, Despachamos a Porta, recitando Palavras que tem por Objetivo, pedir que aquele dia seja de Tranquilidade e de Harmonia. Quando estamos saindo de Casa, jogamos Água à Rua, rogando à Èşú Oná ( O Senhor dos Caminhos ), que aquela Água, Apazigue os Caminhos que vamos Percorrer e que, sobretudo, não nos deparemos com situações que nos exponha a Riscos.
Muito comum de se fazer antes de entrar no Ilé Àşę ou espaços Sagrados, ou até mesmo antes, durante e depois de um Ritual.
Não se remete apenas em Jogar Água no Chão, mas sim Rezá-la ao fazer o Ato.

Omi tutu
Omi tutu Èşú
Omi tutu Onilé
Omi tutu Egungun
Omi tutu Onã
Omi tutu Mo Jùbá o !

Tradução:

Água que Acalma ou Esfria
Água que Acalma Exu
Água que Acalma a Terra
Água que Acalma os Ancestrais
Água que Acalma os Caminhos
Água que Acalma, Eu te Saúdo.

Fazendo isso, estará Alimentando com Água as Divindades e principalmente o Caminho. Não queira estar no Caminho quando Ele estiver com fome. Então sempre que houver vontade ou intuição faça antes ou depois de sair de Casa para ir a algum lugar.
Esse ritual pode ser simples, mas é na simplicidade que o Òrìşà atua em nossa Vida.

BÀBÁ NENE DE OGÚN. ÀŞĘ IGBÀŞĘ ASÉ IREOOO.

Texto. Toninho T'Şàngó

A ORIGEM DA PALAVRA ÌYÀWÓ





A palavra ÌYÀWÓ possui sua origem numa história conectada com Òrúnmìlà e sua viagem a cidade de Ìwó, e que ora relato:

“Um certo dia, Òrúnmìlà desejou se personificar em um ser humano. Vestiu-se com folhas de bananeira como se fosse um maltrapilho e se dirigiu à cidade de Ìwó. Ali viu Oba (Rei) em toda sua imponência, com seus assistentes e chefes, pois era época de festa anual. Sentou-se em frente a casa do Oba e se serviu das sobras de comida que jogavam fora. Ao ver isso, o Oba o entendeu como um estranho e ordenou que servissem um prato de comida para ele. Mais tarde, Òrúnmìlà disse ao Oba que queria dormir um pouco. A fim de se livrar do estranho maltrapilho, o Oba ordenou a seus servidores que preparassem um lugar para ele, com toda a roupa de cama salpicada com fiapos e sementes de uma certa planta que provocava comichão. Òrúnmìlà dormiu sobre isto e, quando acordou sentiu uma coceira pelo corpo, correu para o rio para se banhar. De manhã cedo, foi até Oba e disse a ele que tinha tido um bom sono. Em seguida, jogou Òpèlè, (o rosário divinatório) para Oba, e fez previsão para ele, dizendo que teria um reinado longo e próspero. Novamente, Òrúnmìlà continuou com seu comportamento estranho, comendo sobras de comida, mas predizendo para as pessoas. No seu terceiro dia em Ìwó, a filha do Oba começou a gostar de Òrúnmìlà, e decidiu se casar com ele. Todos ficaram horrorizados, uma princesa se casar com o estranho maltrapilho. Mas ela insistiu e o Oba teve de concordar, dividindo seus bens com Òrúnmìlà, em forma de dote. Òrúnmìlà, então, foi viver fora da cidade com a princesa. Ficou dono de muitos bens, passou a ter assistentes e muitos cavalos, devido aos presentes que recebeu de Oba.
Assim, quando as pessoas perguntavam quem era sua esposa, Òrúnmìlà respondia que era uma humilhação que sofreu em Ìwó. Ìyà significa humilhação, e Ìwó, o nome da cidade onde sofreu humilhação. As duas palavras formam Ìya Ìwó, e que veio a se tornar Ìyàwó. Desse momento em diante, os yorubá se referiam a noiva de Òrúnmìlà como Ìyàwó, que, assim passou a ser a palavra que define uma ESPOSA.”

E QUE NO BRASIL, ERRADAMENTE, SIGNIFICA O INICIANDO.

Miguel Solon Awo Ifaseun

O dinheiro no mundo Candomblecista.



Chegamos na era dos questionamentos, e dentro do Candomblé um dos questionamentos mais debatidos é o dinheiro.
De uma lado os defensores da caridade, que defendem que Candomblé deve ser tudo gratuito e de outro os defensores de que “nada é feito de graça”.
O “meio termo” seria o justo. 
Socialmente falando, num país como o Brasil, tudo tem preço; Despesas recorrentes como água, energia, IPTU, gás, entre outras. Sem contar que não é nada justo, que uma pessoa pare sua vida para nos ajudar, utilize todo seu conhecimento adquirido no decorrer de anos, onde inclusive foi gasto bastante dinheiro, de graça!
Religiosamente falando, o dinheiro faz parte do Ebó, faz parte do ritual. A troca é necessária, e é Esu quem diz isso. Eu sempre digo que o Ebó começa na mesa de jogo, onde Orisa indica o que deve ser feito, e após você paga, ou seja, troca o dinheiro pelas horas do sacerdote interpretando a fala dos deuses. 
 Eu não concordo quando alguém diz que “fulano” é mercenário ou cobra preços absurdos, porque o que é caro para mim pode não ser para o meu irmão, e “fulano” só cobra esses preços porque alguém paga. Esse”fulano” muitas vezes deixou de viver uma vida fora do Candomblé para se dedicar aos Orisas e ajudar as pessoas. 
Precisamos lembrar que depois que nosso problema foi resolvido, vamos embora para casa felizes, e aquele sacerdote tem mais uma “ruma” de problemas de outras pessoas para cuidar. 
As pessoas devem procurar uma casa que se adeque a sua realidade financeira, mas o que muito acontece são pessoas procurando casas que se adeque a encher seus olhos e inflar seu ego. Palacetes onde endeusam pessoas! 
Reclamam de ajudar com R$ 100,00 na festa do Orisa, mas a pizza da sexta-feira à noite foi R$ 110,00! Prioridades né amigos. 
Qualquer zelador sério e pautado nos princípios do Orisa, jamais se negaria a ajudar alguém NECESSITADO; passar “uma farinha”, um obi, um banho de ervas, uma palavra... Mas necessidade não é querer o marido da vizinha, e nem saber quando você será promovido no emprego. Olha o senso! 
Enfim, o dinheiro é necessário e faz parte do Candomblé, você deve avaliar se isso é bom ou não, mas independente da sua posição quanto a isso, deve respeitar algo que sempre foi assim.
Seu carro não foi caro.
Seu aluguel ou sua casa não é caro.
Sua cerveja não é caro.
O presente do boy ou da mina não é caro.
O ingresso do show não é caro.
Só o do Pai ou Mãe de santo é caro?
Acho é lindo isso!!!!
Eu mesmo já custeei iniciação dando absolutamente TUDOOOO e não cobrando absolutamente NADAAAAAA, e nas horas que mais precisei da presença pra uma função ou mutirão, olhei pra um lado e pro outro e só vi os que pagaram, cheguei a uma conclusão:
Tudo que é de graça não tem valor algum!!!

Créditos: Ilè Àjágúnà Asé Ògún Mejéjé

FALANDO UM POUCO SOBRE YAMI OXONGÁ




Um dia elas vieram do céu para a terra
Elas eram duzentas e uma
Todas elas feiticeiras 
Todas elas Iyami Oxorongá.
Ninguem sabe quem são ou como se originaram 
Apenas sabemos que a mais antiga
Entre elas se chama Odu 
Ou Oro-Modi-Modi
E ela é quem trouxe todas para a terra.
Odu um dia caminhou pela encruzilhada 
Entre os dois mundos 
E Olodumare decidiu dar a ela 
A todas iguais a ela
Poderes sobre muitas coisas.
Então os Orixas receberam ordem de Olodumare 
Para vir para o Aye
E Orunmila viu Iyami Odu ali parada na encruzilhada 
E perguntou:
     — Odu, porque não vem conosco para a terra?
E ela respondeu:
     — Como poderia se estou nua? Não posso ir assim. Pedi ajuda a todos os Orixas mas nenhum dele me ajudou.
Então Orunmila falou:
     — Como posso eu te ajudar se está nua?
     — É facil, deixa-me entrar dentro de você para me esconder em tua barriga.
Orunmila que é muito bondoso deixou
E Iyami Odu junto com as outras duzentas
Fizeram feitiço para ficarem muito pequenas 
E entraram  na boca de Orunmila 
Indo se esconder nas entranhas.
Quando Orunmila chegou na terra
Passou a mão na barriga e disse:
     — Pronto, agora podem sair.
Mas la de dentro elas gritaram:
     — Não! Não vamos sair! Vamos te devorar por dentro!
As Iyami estavan comendo as vísceras de Orunmila.
Ele mesmo sendo um Orixa ficou com muito medo
Pois nem os Orixas podem contra as Iyami.
Então ele pediu ajuda a grande sabedoria dos Odu
E Odu Osa Meji lhe ordenou fazer uma grande oferenda a elas
Com coisas boas de se comer.
Orunmila assim fez e quando as Iyami sentiram 
O cheiro da oferenda
Sairam pela boca de Orunmila e foram comer.
Mas elas gostaram tanto de provar as vísceras 
Que até os dias de hoje as pessoas
Fazem para elas oferendas com os intestinos dos animais.
Agora as Iyamj estavam no nosso mundo.
Estavam aqui mas não tinham nada
A única coisa que possuiam eram seus pássaros
Então seguiram os pássaros 
E com eles acharam morada na copa das árvores.
As Iyami escolheram sete 
A arvore Pé-de-Cola onde nasce o Orobo
A arvore Araticuna-da-areia, Arere
A arvore Ose, Baobá 
A sagrada Gameleira, Iroko
O Mogno, Apaoka
A árvore Okikan, Cajazeira
E a poderosa Odan, Figueira.
As Iyami até hoje moram em arvores.
Existem duzentas e uma Iyami 
Divididas em tres grupos.
As Iyami funfun, que  se vestem de branco 
São maleáveis, não gostam de maldade.
As Iyami Pupa, que se vestem de vermelho
São ambíguas, fazem o bem e o mal.
As Iyami Dudu, que  se vestem de preto
São malditas e só fazem a desgraça.
Após morar nas arvores elas olharam em volta
E viram que os Orixas tinham rios
Oxum, Yemoja, Yewa, Oba, Otin, Erinle 
Todos eram donos de grandes rios.
As Iyami são muito invejosas
E foram reclamar com Olodumare:
     — Porque as divindades tem rios e nós não? Por acaso somos menores que eles?
Elas reclamaram com Olodumare
E ele fez para elas um rio chamado Olontoki.
Então Oxalá foi morar ao lado deste rio 
Sem saber a quem pertencia.
Orunmila viu que Oxalá tinha muitas esposas 
E aconselhou que para manter o axe dentro da casa
Ele tinha que sempre ter agua fresca para
Que quando suas esposas ficassem menstruadas
Pudessem se lavar.
Exu sabia que o rio Olontoki era das Iyami
E também sabia que as esposas de Oxalá 
Estavam nos dias de ficarem menstruadas 
Então foi até a casa de Oxalá no momento 
Em que ninguém estava
E atirou pedras nos jarros de barro
Onde a água era armazenada
Os quebrando.
Então as mulheres de Oxalá ficaram menstruadas 
E ele foi pegar agua nos jarros
Mas se deparou com apenas cacos.
Sem água ele tinha de se virar
Para ajudar as suas esposas
Nisso pensou em ir no Rio perto de casa.
Ele foi mas quando mergulhou uma cabaça 
Na agua afim de encher
Ouviu a gritaria: 
     — Vejam! Vejam irmãs!  O velho Oxalá está a roubar a nossa água!
Oxalá não era ladrão 
Então tentou explicar:
     — Senhoras não, eu não sabia que este rio lhes pertencia... Eu apenas preciso de água para dar banho em minhas esposas pois elas estão menstruadas.
Mas Oxalá não devia ter dito isto
As Iyamj ficaram ainda mais furiosas
Pois o sangue menstrual é para elas veneno
É o supremo tabu.
     — Maldito Oxalá! Veio roubar nossa água para isso? Pois vai se arrepender!
As Iyami vociferaram e correram atrás dele
Jurando que quando o pegassem iriam come-lo vivo.
Oxalá é um grande Orixa
Mas nem ele pode contra as Iyami 
Então correu desesperado 
Ate que no meio do caminho 
Encontrou a casa de Ogun e pediu ajuda.
As Iyami chegaram na porta da casa de Ogun 
E disseram:
       — Ogun! Ou tu nos entrega Oxala ou nos entramos em tua casa e devoramos ele e a ti tambem!
Ogun temeroso empurrou Oxala para fora 
E se trancou dentro de casa.
Oxalá voltou a correr
E então pediu ajuda nas casas de todos os Orixas
Mas todos ao serem ameacados pelas Iyami 
Botavam Oxalá para fora.
Foi então que Oxalá chegou na casa de Orunmila
E pediu abrigo.
As Iyami chegaram na porta e disseram
     — Orunmila! Ou tu põe para fora Oxala ou entramos na tua casa e devoramos ele e a ti tambem!
Orunmila muito gentil respondeu:
     — Certo, mas antes venham comer e beber algo comigo, venham descansar pois vejo que estão perseguindo Oxala já faz muito tempo.
As Iyami ficaram sem reação 
Pois nunca haviam sido tratadas com gentileza.
Orunmila as convidou para comer
E também deu a cada uma delas
Uma cabaça encantada na qual
Podiam guardar o pássaro
Pois  o pássaro de Iyami é seu maior tesouro.
Apos comerem e beberem elas foram embora
Felizes por terem se sentido queridas 
E acabaram por esquecer de Oxalá.
Por Orunmila ser assim tão bom com elas 
A rainha das Iyami, Iya Odu 
Se casou com ele.
As Iyami são muito poderosas
E tem atitudes muito controversas.
Se conta que um dia eles viram os homens
Cultuando Egungun, mas Egungun só podia falar em voz rouca 
Mas não podia fazer mais nada.
Então as Iyami acharam que seria mais divertido
Por um peso maior sobre aquele culto 
E então juntas disseram 
"Tudo que egungun disser se tornará realidade"
E desde então assim é.
As Iyami fazem coisas terríveis 
E por isso tem de ser apaziguadas.

Na África as Iyami tem culto entre os Yoruba
Mas também entre os Fon que as conhecem por Kenesi.

Mas o culto delas não é como dizem aqui.
O culto de Iyami é secreto,
Quem faz parte nunca diz que faz.

O culto se da exclusivamente em árvores.
Não existe iniciação para Iyami
O que existe é "Imule" (conveniar-se)
Que é um rito onde a pessoa passa a integrar 
A sociedade de culto a Iyami 
Mas quem fez Imule nunca diz que fez.
Não existe transe de Iyami.
Não existem templos de Iyami.
Se alguém disser abertamente que cultua Iyami
Essa pessoa é mentirosa
Pois quem cultua nunca diz que faz.

As Iyami aceitam oferendas de qualquer mulher
Pelo simples fato de se reconhecerem nelas
Então estas sim fazem ipese.

Muitas pessoas acreditam que só existem tres Iyami
Por conta da lenda onde Oxossi nasce de uma das tres
Iyami da cidade de Ketu que são Mepere, Bokolo e Apaoka
Mas estas três são parte das 201.
As Iyami são ancestrais das mulheres.
Elas não estão sob o julgamento de moralidade alguma
Fazem o que querem.
Não importa se uma pessoa acha bom ou acha ruim
O modo como elas agem
Pois Iyami será sempre Iyami.

Mojuba Iyami Osoronga, minha mãe feiticeira.
Mojuba Iyami Odu, minha mãe sábia.
Mojuba Iyami Agba, minha mãe ancestral.
Mojuba Iyami Eleye, minha mãe dona dos pássaros.
Mojuba Iyami Aje, minha mãe bruxa.
Mojuba Iyami Olokiki, minha mãe famosa.
Mojuba Iyami Onile Orita, minha mãe da encruzilhada.
Mojuba Iyami Apani, minha mãe matadora
Mojuba Iyami Apaoka, minha mãe da árvore Mogno
Mojuba Iyami Binu minha mãe bravia 
Mojuba Iyami Iyanla, mãe da minha mãe 
Mojuba Iyami Buburu, minha mãe malvada
Mojuba a todas as Iyami
Que sejam louvadas todos os dias.
Axé

Créditos do texto: 
Felipe Caprini. 
Retirado da pag. De Junior de esu onãn

Espero poder ajudar irmãos! 
Mo júbà

Observando ...


O que não pode e dizer o que orisa deve ou não fazer, até pq somos nós quem os cultuam e não o contrário.

Ao meu ver o santo que toma axé de fala( e pra quem é feito sabe que cerimônia estou me referindo) pode falar sim quando bem quiser, acontece que em muitas casas cultuam se eres, onde acaba não tendo necessidade.

O sagrado ancestral que eu cultuo é a manifestação plena da natureza. eeste sagrado que pra ser concebido como divino precisa ser cego e surdo e mudo e paralisado, definitivamente não me representa. Orisa nasce no ori de seus filhos pra transbordar a vida.
Se seu orisa é morto ou vc precisa dar de comer ao seu ori e se realinhar pra de fato entender o propósito do sagrado, ou precisa se desapegar desses candomblés que colocam seus dogmas acima de tudo.